Domingo, 8 de Novembro de 2009

O “socialismo do século XXI” e a lei de soberania alimentar

Por Maria Fernanda Vallejo

Julho de 2009

 

Para superar a sua crise, o capitalismo tem fórmulas recorrentes que, a cada repetição, se tornam mais eficazes. Cada vez que o livre mercado espreme até ao limite as capacidades de produção de seres humanos e da natureza – quando é impossível continuar sem rebeliões sociais ou naturais, e quando se detém provisoriamente a capacidade de acumulação e os lucros – os grupos hegemónicos recorrem ao Estado para que se encarregue de arrumar o desastre.

 

De certa forma, hoje estamos a viver algo parecido em alguns países da América Latina, sob a imagem de uma onda de governos “mais democráticos”. Estados que colocam “a casa em ordem” estabelecendo novas regras de jogo, novos pactos sociais (novas Constituições) e novas institucionalidades que lhes devolvam a sua capacidade de mediação, de uma distribuição um pouco menos injusta da riqueza. Esses governos progressistas, em alguns países autodefinidos como “socialistas do século XXI”, constroem um discurso em torno do cidadão (individual) como sujeito de direitos, reivindicam a soberania e restituem a autoridade estatal; recolhem reivindicações surgidas das organizações sociais, como o direito à plena participação, à democracia participativa e à soberania alimentar, e apropriam-se de conceitos como revolução, bem viver e equidade de género.

 

Com esses aspectos anteriores esvaziados de muito do seu conteúdo transformador, ainda se alcança certa adesão de sectores populares e camponeses a um projecto de reforma, sem envolver mudanças de fundo. Vários movimentos camponeses e indígenas, que tiveram um papel fundamental na luta contra o neoliberalismo, acham nesses Estados remoçados a possibilidade de conquistar espaços e canalizar demandas amplamente reprimidas.

 

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Fonte: Informação Alternativa

publicado por Rojo às 10:43
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