Domingo, 10 de Janeiro de 2010

O capital mafioso contra os povos

Nota: Dois artigos interessantes de Resistir.info, um de Raul Zibechi outro uma Saudação de Fim de Ano das FARC-EP.

 

por Raúl Zibechi [*]

Uma das consequências de longo alcance da crise económica em curso é a potenciação das actividades mafiosas como modo principal de acumulação de capital e, portanto, de financiamento das enormes dívidas dos estados. A rigor, não é novidade que os negócios sujos sejam uma das principais fontes de lucros das multinacionais e dos estados. O novo é que a crise reforça essa tendência do capital desde que, no princípio dos anos 70, o sector financeiro substituiu a produção como motor do sistema.

É claro que isto não acontece só em momentos de crise. Desde que o capital se voltou para o roubo, a especulação e a pilhagem da natureza, dos povos, de países inteiros e de outros capitais, no que se resolveu chamar "acumulação por despojamento", a diferença entre dinheiros legítimos ou legais e os ilegítimos e ilegais esfumou-se rapidamente. Os exemplos abundam. O Grupo de Trabalho de Alto Mar (High Seas Task Force) denunciou que em 2005 havia 800 barcos pesqueiros a realizar pesca irregular em águas da Somália, país que não pode controlar a depredação das suas costas. Os pesqueiros espanhóis capturam na Somália 200 mil toneladas anuais de atum de modo ilegal, abastecendo 40 por cento do consumo interno.

Contudo, a União Europeia regula cuidadosamente a pesca nas "suas" águas. Esta mesma semana, após árduas negociações, foi levantada a interdição de quatro anos e meio para a pesca da anchova no mar Cantábrico, admitindo apenas a captura de 7 mil toneladas anuais, restringindo severamente zonas de pesca com a ameaça de rever as permissões. Todas a Europa regula a pesca nas suas águas: a do bacalhau esteve proibida durante 10 anos no Atlântico Norte.

Aquando do tsunami de 2004, apareceram nas costas da Somália contentores de lixo tóxico que haviam sido lançados ao mar em segredo. "A Europa, através da máfia italiana, desfaz-se de resíduos tóxicos em águas somalis", assinala um relatórios de Ecologistas em Acção. No velho continente, cada tonelada de resíduos tóxicos que se processa custa entre dois e três mil euros, mas despejá-los na Somália vale apenas dois euros e meio.

Para não falar da Barrick Gold, a maior multinacional mineira dedicada à extracção de ouro do mundo. Os seus negócios na América do Sul já representam 47 por cento das suas reservas provadas e prováveis. Diversos estudos sustentam que Adnan Khashoggi foi fundados da Barrick Gold e quem realizou a maior parte do investimento junto com amigos que "organizavam a troca de armas e drogas entre o Irão, Israel e Nicarágua, que em 1986 levou ao escândalo do Irão e dos contra". Khashoggi tem vínculos estreitos com Peter Munk, presidente da Barrick, e este com George H. W. Bush. A Barrick, juntamente com outras multinacionais mineiras, foi responsável pela guerra do Zaire em 1997, que se saldou em 3 milhões de mortos, para apoderar-se das maiores reservas mundiais de coltan , minério chave no mundo da electrónica.

O Nobel Alternativo 2004, Raúl Monenegro, presidente da Fundação para a Defesa do Ambiente, denunciou as ameaças de morte recebidas por jornalistas da província de San Juan, Argentina, por dizerem a verdade sobre o impacto ambiental provocado pela empresa mineira canadiana Barrick Gold. Acrescentou que vários jornalistas "sofrem censura prévia ou são deslocados dos seus programas por abordar amplamente os danos ambientais provocados pela empresa mineira". Aquela multinacional impediu a apresentação no Canadá de um livro que denuncia as suas atrocidades em África.

Esta semana a imprensa britânica informou que o director do Gabinete contra as Drogas e o Crime das Nações Unidas (UNODOC), António Maria Costa, assegurou que o capital proveniente do crime organizado foi "o único investimento de capital líquido" no segundo semestre de 2008 que esteve à disposição dos bancos à beira do colapso. Trata-se de 351 mil milhões de dólares dos lucros do negócio da droga que contribuíram para salvar a situação em plena crise de liquidez do sistema financeiro. "O dinheiro das drogas", afirmou Costa, "converteu-se num factor importante" para muitos bancos, o que permite pensar que o capital financeiro é cada vez mais capital mafioso.

O assunto tem duas derivações para aqueles querem mudar o mundo. A primeira é constatar que o roubo e destruição do meio ambiente e dos povos hoje é a principal forma de acumulação de capital. Isto quer dizer que a pilhagem se intensificará porque é o caminho mais rápido para sair da crise. Quando os Estados Unidos e seus aliados falam em combater o narcotráfico e o terrorismo, deve entender-se que se propõem a destruir outros capitais, mafiosos ou não, como forma de continuar a concentrar riqueza. E poder. Mas essa mesma atitude converte-os em máfias institucionais toda a vez que recorrem aos mesmos métodos.

TIPO DE REGIME POLÍTICO

A segunda questão tem a ver com o tipo de regime político adequado para a protecção e estímulo à pilhagem. Trata-se de regimes eleitorais que permitem a rotação das equipes dirigentes, mas bloqueiam mudanças estruturais. [NR] Trata-se de democracias tuteladas pelo poder suave dos meios maciços de comunicação que condicionam a agenda política e pelo poder duro do império, o capital financeiro e as multinacionais. O Estado foi modelado e ultrapassado pelo capital mafioso; não poderá ser a alavanca principal das mudanças necessárias.

Avizinham-se tempos difíceis. O capital mafioso, hegemónico hoje numa América Latina que não sai – não pode ou não quer – do modelo extractivista (mineração e monoculturas), precisa de estados à sua imagem e semelhança, o que explica as razões pelas quais alguns aparelhos estatais naufragam na impotência. Uma agudização de um problema histórico que merece debates orientadores da acção colectiva.

 

[NR] Sublinhado de resistir.info
[*] Jornalista, uruguaio.

O original encontra-se em
http://www.jornada.unam.mx/2009/12/18/index.php?section=opinion&article=016a1pol

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 

Saudação de fim de ano

por FARC-EP [*]

Ao finalizar este ano de 2009, queremos estender nossa saudação entusiasmada, patriótica e plena de optimismo nas possibilidades e no futuro libertário da nossa pátria, a todas as estruturas de guerrilheiros integrantes das FARC-EP, Milicianos Bolivarianos, militantes do Partido Comunista Clandestino, integrantes do Movimento Bolivariano, Redes Urbanas, aos prisioneiros de guerra que no país e no exterior enfrentam com dignidade a repressão do Estado, aos simpatizantes das FARC-EP na Colômbia e no mundo e, antes de tudo, ao nosso povo, a todo o povo colombiano que, com o seu apoio, colaboração e participação de diferentes formas, nos tornaram possível sustentar no alto as bandeiras da luta pela dignidade nacional, a pátria e a esperança de uma Colômbia em paz e melhor para todos os colombianos.

Ao mesmo tempo, queremos fazê-los participantes das seguintes reflexões:

Compatriotas: A actual situação política do país apresenta uma complexidade que não tem precedentes nas últimas décadas.

O facto de termos a pender sobre nós como uma espada de Dâmocles já não a ameaça e a realidade de uma invasão militar por parte do exército que representa o império mais predatório e poderoso da terra, por beneplácito de um governo apátrida e cipaio, que entregou a soberania da pátria para ameaçar e passar o actuar como peão aventureiro nos desígnios e planos imperialistas de reverter os ventos de mudança, que com milhares de sacrifícios e em benefício dos deserdados e da gente pobre sopram na América Latina, junto ao facto de ter no governo uma gang encabeçada por um mandatário que, violando todos os limites e normas estabelecidas, pretende obcecadamente perpetuar-se no poder para instaurar uma ditadura, uma autocracia ultra-direitista, com políticas neoliberais nos social e uma concepção ultra montana no ideológico, é sem dúvida uma aberração.

Ao longo da nossa acidentada história republicana não há precedentes de semelhante abuso.

Mas um presidente que durante o seu primeiro mandato faz reformar a Constituição para assegurar a sua reeleição nos quatro anos seguintes e que agora pretende outra reforma para candidatar-se a uma segunda reeleição, com a incerteza de se lhe dar a arrogância para continuar no cargo em perpetuidade (o seu plano estratégico é até 2019), essa sim é uma situação que ainda não havia enfrentado a hipócrita e mal chamada "democracia" colombiana, que alguns já chamam "mafiocracia". A isso chegámos porque a presidência de Uribe tem muito de atípica e conta com o apoio pleno e continuado das classes dominantes.

Dir-se-á com muita razão que, longe de ser um caso único, foi a constante. Mas não, este foi um governo muito mais anti-popular e reaccionário que os anteriores.

Os presidentes que o antecederam não haviam tido um apoio total e incondicional de todos os sectores capitalistas, imperialistas, mafiosos e latifundistas, como o que gozou este governo durante oito anos — para enganhar, manipular a interpretação da realidade nacional, acelerar a corrupção elevada a níveis nunca vistos (AIS, RUNT, IPS-EPS, recompensas, financiamento e assinaturas do referendo, contratação pública, Opain, luxos, terceiro canal, zonas francas, etc), a infame "para política", os crimes atrozes contra o povo mal chamados "falsos positivos", tudo isso somando à crise económica, à venda injustificada de todas as empresas e instituições estratégicas que eram propriedade do Estado, energia, saúde, educação, transporte, telecomunicações e até a Ecopetrol em troca de toda classe de subornos e exploração livre dos trabalhadores que os meios de comunicação chamam "segurança do investidor".

O que se passa agora é que, em maior grau que antes, entre os de cima, banqueiros, latifundiários, mafiosos, politiqueiros e o presidente, criou-se e fortaleceu-se uma relação simbiótica.

A política de Uribe influencia e dá impulso a essa viragem direitizante que se observa na classe económica dominante (um só banqueiro, Sarmiento Angulo, controla 42% do crédito nacional e acaba de declarar lucros no último bimestre de 1,25 mil milhões de dólares).

Mas, por sua vez, esta viragem dos sectores dominantes contribui para "direitizar" e apoiar mais a política uribista, no nacional e internacional, porque os beneficia.

O que fica a perder em tudo isto é o povo, que só vê aumentar os níveis de miséria, de fome e de um desemprego galopante, que já atinge cifras de uns 14% (quase três milhões de desocupados), com incrementos no último ano de 517 mil novos desempregados, carentes de qualquer rendimento e sem recursos à vista, o que já não é um simples algarismo económico e sim todo um drama humano que deixa milhões de colombianos sem possibilidade de atender às suas próprias e mais elementares necessidades e as de suas famílias.

Em consequência desta política que só governa para uma minoria de privilegiados, hoje somos uma sociedade na qual 22 milhões de pobres estão fora das relações de produção capitalistas. Não são proletários, nem trabalhadores, em sim párias, privados da segurança social, de todos os direitos e de todas as possibilidades.

E o pior é que esse abominável mundo de miséria sem fundo é o resultado não da "crise mundial", como querem apresentá-la, e sim do modelo neoliberal que nos impuseram de cima. É o modelo uribista que alguns denominaram um modelo "Pró Ricos", sustentado na chamada "confiança investidora", na repressão e no engano mediático, que só produz e reproduz lucros para os ricos, militarização da sociedade, miséria generalizada e marginalidade para o nosso povo.

O carácter de classe deste governo está retratado nas actuais negociações para o salário mínimo.

Enquanto o governo se prepara para aprovar um projecto de lei que eleva as pensões vitalícias do Congresso mais corrupto da história da Colômbia, de 11 para 16 milhões de pesos [3792€ a 5516€], e para conceder soldos milionários aos vereadores (concejales), aos trabalhadores só oferece um aumento no seu salário mínimo de 3% abaixo da inflação, ou seja, menos de 15 mil pesos [5€] mensais, ou seja, 500 pesos [0,17€] por dia (menos do que vale uma bebida gasosa)!

Mediante artimanhas mediáticas e recorrendo a técnicas de propaganda aprendidas nos manuais nazis, que ensinavam a repetir uma mentira um milhão de vezes e torná-la a repetir depois, até fazê-la ser acreditada como verdade, chegaram a converter quase que num artigo de fé para os colombianos que é a insurgência e "o terrorismo" a causa de todos os nossos males nacionais e só a Seguridad "Democrática" nos trará a paz e a prosperidade.

Mas já vamos completar quase 60 anos desta guerra declarada contra o povo, decretada a partir do assassinato de Jorge Eliécer Gaitán e sustentada durante todos estes anos, para impedir a sangue e fogo qualquer assomo de mudança democrática que beneficie o povo humilde e trabalhador.

Vamos completar também oito anos desde que nos anunciaram a derrota da insurgência revolucionária e chegada iminente do "fim do fim", enquanto o país sangra e a economia interna se arruína.

Cada vez vai ficando mais claro perante a opinião pública nacional que o Plano Patriota foi uma grande fraude para fortalecer a ditadura personalista de Uribe e um grande fracasso militar, como o evidenciam os números da agudização da confrontação com as guerrilhas a nível nacional e a expansão da violência paramilitar a outras zonas do país em aliança com a força pública (o seu nome indica que não eram totalmente assassinos privados e sim que "trabalham" "em aliança com a força pública", algo assim como uma versão actualizada do binómio forças armadas-bandidos).

Enquanto isso, cresce a deslocação de camponeses e a miséria urbana, feitos estes referendados por recentes estudos da academia que, sem serem a última palavra em verdades reveladas, contêm pontos de vista interessantes, apoiados nos números e na investigação.

A todo este ambiente de engano, crime, mentiras, corrupção e entrega da nossa soberania é que se pretende agora dar continuidade com a reeleição de um presidente mafioso rodeado de uma oligarquia apátrida e uma verdadeira camarilha de políticos sem escrúpulos que não governam para a Colômbia e sim para os seus próprios interesses. Como descreveu certa vez, lapidarmente, o filósofo Fernando González: "não têm nem pratica nenhuma política social, mas ao direito chamam esmola; à esmola chamam caridade e a essa hipócrita caridade chamam justiça social. E dizem: Sim, é verdade que é preciso ajudar o povo, é preciso dar-lhe algo do que nos sobra, mas ao povo, há mantê-lo sob mão de ferro".

Mas não há mal que dure cem anos! Em diversos sectores já se vê um despertar da consciência popular, assumindo como algo próprio a defesa dos seus próprios interesses e da sua soberania como construtor do seu próprio destino.

Cresce a recusa e o repúdio à corrupção das altas esferas e cada vez se revelam mais e mais escândalos que envolvem representantes do governo, pondo em destaque a insânia e o apodrecimento deste regime de terrorismo de Estado.

Cresce também a recusa à reeleição do déspota por parte de amplos sectores de opinião e sectores democráticos que vêem no referendo espúrio para reeleger o mafioso uma violação à carta magna, da qual já vão assomando as orelhas da ditadura.

Já o havíamos advertido. No fascismo, todo aquele que faça oposição ao governo é – em acto ou em potência – um "terrorista". E isso de "fazer oposição" ao governo é um conceito de uma amplitude sem limites (como o de "terrorismo"), que não se reduz a pronunciar arengas políticas contra o regime.

Não!

Também são opositores, e portanto "terroristas" segundo a lógica do reinserido José Obdulio, os Magistrados do Tribunal Supremo de Justiça que enviam ao cárcere os congressistas uribistas que chegaram aos seus assentos parlamentares em aliança com os paramilitares e que resistem em escolher "um entre três" um fiscal de bolso de Uribe para que os absolva e os deixe livres.

Naturalmente, a ofensiva anti-terrorista não se detém nos pedestais e estrados dos Tribunais. Também se viu e se verá mais adiante estender a acusação de "terroristas" a muitos políticos liberais, independentes, ou da chamada "oposição democrática".

Já é quase unânime também o repúdio continental por ver a Colômbia convertida em plataforma militar do Império e cabeça-de-ponte para agredir os demais povos da América e reverter a tendência libertadora que percorre o continente.

Como deixou bem claro um senador em recente debate parlamentar: "Isso das bases constitui uma violação flagrante da soberania nacional. Uma base estrangeira, ou uma instalação, ou o nome que queiram dar (porque não se trata de um debate semântico), o que implica é uma actividade militar a favor de interesses estrangeiros, distintos dos nossos e no território nacional. Pois o soldado de qualquer país do mundo defende os interesses do país a cuja bandeira jurou lealdade".

A ainda se chega ao descaramento de querer apresentar a questão das bases como "um gesto amistoso com os vizinhos". "Será verdade que está uma mensagem de cordialidade para o continente?"

Saudamos a criação do Movimento Continental Bolivariano como expressão de recusa à dominação imperialista da nossa América e nova força política com visão integradora e ampla de todas as tendências patrióticas que lutam por uma América soberana e livre como a que pregou o Libertador e todos aqueles que lutaram pela nossa primeira independência.

Mas não há mal que dure cem anos! Já em diversos sectores se vê um despertar da consciência popular, assumindo como algo próprio a defesa dos seus interesses e da sua soberania como construtor do seu destino.

Já resistimos muitos anos e continuaremos a lutar até o último alento, porque estamos convencidos de que por fim a Colômbia e os colombianos saberão encontrar o caminho para superar esta longa noite de repressão e de violência que as oligarquias nos impuseram, até alcançar por fim a Nova Colômbia.

Ao finalizar este ano, queremos apelar a todos os sectores revolucionários, organizações guerrilheiras irmãs, patriota verdadeiros e democratas deste país a que somem esforços e vontades para conformar a mais ampla unidade, lutar com todas as nossa forças para impedir a reeleição de um mafioso como ditador perpétuo e opor-nos a que a Colômbia seja uma base militar de trampolim para agredir povos irmãos; a continuar a lutar pela restituição das terras arrebatadas pelo paramilitarismo aos nossos camponeses, a concretizar por fim a troca de prisioneiros e a construir entre todos uma alternativa política que privilegie não o militarismo e sim a solução política do conflito e a paz nacional, que abra as comportas ao início de um processo que ponha fim à guerra que vivemos e assente as bases para a construção de uma Nova Colômbia que torne os pobres incluídos no progresso e defenda a suspensão imediata da presença de tropas estado-unidenses no nosso território.

Impeçamos todos que a Colômbia seja convertida em base militar o império, que o povo perca todas as conquistas obtidas através de lutas justas e que a guerra seja o modus vivendi da nossa sociedade, só pela obsessão oligárquica de impedir a todo custo que na Colômbia ocorram mudanças estruturais que beneficiem as maiorias nacionais e a sua decisão militarista de perpetuar a todo custo um regime político que injusto, imoral, criminoso e anti-democrático.

Pela Nova Colômbia, a Pátria Grande e o Socialismo.

Honra e glória à memória de Manuel, Jacobo, Raúl, Iván, Nariño e todos os heróis caídos na confrontação.

A pátria respeita-se, fora ianques da Colômbia!

Secretariado do Estado-Maior Central
FARC - EP
Dezembro de 2009.
O original encontra-se em www.resumenlatinoamericano.org , 03/Jan/10, Nº 2135

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

publicado por Rojo às 18:48
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