Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Revolução Bolivariana não deixará desamparados os afectados pelas chuvas

O Executivo Nacional garante que nenhuma pessoa que tenha sido afectada pelas fortes chuvas que atingiram todo o território nacional, ficará desamparada, pois todas receberão a ajuda necessária por parte da Revolução Bolivariana.

Assim o informou nesta terça-feira o presidente da República, Hugo Chávez Frías, desde o Forte Tiuna, em Caracas, onde visitou o refúgio instalado no Batalhão Simón Bolívar para albergar 3.990 pessoas que foram afectadas pelas precipitações.

“Faço um apelo à consciência de todos os venezuelanos. Coloquemos em primeiro lugar a boa vontade para cooperar com soluções para todos. Este Governo não desamparará absolutamente a ninguém, nenhum necessitado, nenhuma necessitada. Aqui há um Governo e um povo”, afirmou.

 

inundações Venezuela

 

 

 

Exortou os refugiados a consolidar a organização de conselhos populares para a atenção social de todos aqueles que se encontram nos albergues.

Também propôs incluir os danificados nas instalações de fábricas socialistas.

"Vocês podem capacitar-se para ser trabalhadores dessas fábricas. Podem receber um emprego para que não fiquem sem nada, desamparados", disse a um dos refugiados no Forte Tiuna.

Ao mesmo tempo, o presidente Chávez manifestou que Forte Tiuna será convertido numa grande cidade, onde se fará um complexo habitacional digno para as famílias danificadas pelas recentes chuvas caídas nos últimos dias.

“Tudo isto será uma grande cidade. Forte Tiuna é hoje um grande refúgio bolivariano, um refúgio socialista”, comentou.

O Presidente manifestou que os pobres na Venezuela devem habitar em casas dignas, pelo que o Governo Bolivariano faz os esforços pertinentes para a construção de obras de envergadura para a dignificação destas pessoas.

 

Desalojados para o Palácio Branco

Informou também que um novo grupo de desalojados será alojado no Palácio Branco, situado em frente a Miraflores, em Caracas, onde receberão cuidados enquanto não são realojados nas suas novas habitações.

Assinalou que no decurso da semana se espera que cheguem a este espaços outras famílias, para além das 26 que já se encontram alojadas no Palácio de Miraflores [residência oficial do presidente venezuelano].

“Em Miraflores já estão 26 famílias e vão chegar mais esta semana. No Palácio Branco mandei desalojar dois andares para as receber. Repito, se tiverem de ficar um ou dois anos é isso que irá acontecer. Aqui (nos refúgios) não lhes vai faltar nada”, manifestou.

Reiterou que nos albergues “ninguém está preso”, portanto, as pessoas podem sair para realizarem as suas actividades diárias. Ofereceu todo o apoio para o transporte daquelas pessoas que tenham família no interior do país e desejem visitá-las durante a época natalícia.

 

Aulas suspensas em Estados afectados pelas chuvas

Para atender com maior eficiência a emergência causada pelas chuvas, o presidente Chávez anunciou a suspensão das aulas até o mês de Janeiro nas 11 entidades com mais afectadas.

“As aulas estão suspensas em Vargas, Yaracuy, Carabobo, Sucre, Miranda, Anzoátegui, Trujillo, Falcón, Zulia, Nueva Esparta e no Distrito Capital”, disse.

Chávez comentou que se tomou essa decisão “para poder utilizar as escolas e todos os voluntários e as pessoas que prestam cuidados aos necessitados”.

Inicialmente, o Mandatário Nacional tinha aprovado a suspensão temporária das actividades escolares nos Estados já mencionados desde a passada quarta-feira até dia 6 de Dezembro e agora isso foi estendido até ao mês de Janeiro.

A suspensão das aulas também tem como objectivo ajudar o descongestionamento do trânsito e permitir que equipas de resgate e de ajuda se desloquem com maior segurança nos Estados afectados pelas chuvas.

 

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Subsídio natalício a partir de sábado

Neste sábado começará a ser entrego o subsídio que foi aprovado pelo Presidente da República, Hugo Chávez Frías, para ajudar as pessoas que foram afectadas pelos torrenciais aguaceiros que atingiram 12 Estados do país.

O Mandatário Nacional esclareceu que este pagamento especial será equivalente a um mês de salário mínimo e será entregue a todas as famílias afectadas pelas chuvas.

“No sábado vamos começar a pagar o subsídio natalício. Cada família refugiada vai receber um subsídio equivalente ao salário mínimo (1224 bolívares [215 euros]). Esse dinheiro sai das reservas monetárias nacionais que não estão guardadas em nenhum banco no estrangeiro mas sim aqui, e vamos usá-las para estas coisas”, sublinhou.

 

Esquemas judiciais

Por outro lado, o Governo Nacional investigará os esquemas judiciais que alguns bancos privados aplicam e que não permitem aos proprietários ocupar os seus apartamentos em complexos habitacionais, os quais foram objecto de medidas especiais para proteger os afectados.

“Se o apartamento está pronto que o ocupem já. Eu respondo por isso. Que me metam na prisão a mim, que prendam o Chávez. Mas não nos podemos deixar enredar”, destacou Chávez perante a denúncia de Nohelia Arocha, afectada pelo conjunto residencial Valparaíso, em San Diego de Carabobo.

Nohelia Arocha, também integrante da coordenação nacional da sala situacional em representação dos afectados por construtoras de habitações, denunciou que existem esquemas legais por parte dos bancos privados que lhes dificultam passar a habitar os seus apartamentos.

“Quando nós demos a entrada para esse apartamento, ele já estava pronto. Mas estamos à espera, porque o nosso caso é que há uma trama jurídica por parte da banca privada. E por isso fazemos um apelo. A banca tem muita relação com todas estas etapas”, disse Arocha.

Chávez distribuiu instruções ao Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) e à Direcção de Inteligência Nacional (DIM) para que investiguem os nomes dos bancos privados envolvidos nestes casos e para detectarem os procedimentos legais que estão a dificultar a entrega dos apartamentos aos seus proprietários.

“Peço-vos que denunciem tudo, que nós vamos proteger-vos. Há que retirar todo o lixo, se existe algum funcionário a proteger os interesses da banca privada teremos de o tratar como aldrabão. Há que o denunciar”, afirmou.

O conjunto residencial Valparaíso, situado no município San Diego, Estado de Carabobo, faz parte das 19 urbanizações às quais foram aplicadas medidas especiais para proteger os seus proprietários.

A medida estabelece a proibição da venda das vivendas a outras pessoas, ocupação temporária das sedes administrativas das empresas e multas a elas mesmas.

“Se esses apartamentos estão prontos, são de vocês, não podemos estar enredados em litigações. Todas as famílias que estavam endividadas, cujas casas e apartamentos já assinaram e que foram concluídos, que vão ocupá-los a partir de hoje”, manifestou.

 

Entrega de casas

O Chefe de Estado acrescentou ainda que 305 casas, compradas pelo Governo Nacional a construtoras privadas, serão entregues aos prejudicados pelas chuvas nos Vales de Tuy e no Morro de Petare, estado Miranda.

Disse que 185 destas casas pertencem à urbanização El Palmar, situada nos Vales de Tuy, estado Miranda, e serão entregues neste fim-de-semana, enquanto 120 apartamentos do Morro de Petare serão adjudicados neste sábado.

Oriana Rodríguez, directora do Ministério do Poder Popular para a Habitação, numa ligação via satélite ao complexo habitacional El Palmar, explicou que estas casas estão mobiladas com produtos do programa "Tu Casa Bien Equipada" e constam de dois quartos, duas casas-de-banho e uma sala de jantar.

Entretanto, Elizabeth Mingueli, integrante do conselho comunal socialista revolucionário El Palmar II Etapa, indicou: “Queremos dar as boas-vindas a estas pessoas com muito afecto, que saibam que os esperamos com o nosso amor do coração e com a nossa solidariedade”.

Assinalou que as pessoas afectadas poderão contar à sua chegada ao complexo habitacional com comida, roupa e sapatos que foram doados pelos integrantes do conselho comunal.

Sobre este caso particular, o Presidente concluiu: “A revolução socialista está a converter o povo em proprietários, que não fique uma só pessoa em situação de risco”.

Por seu lado, o vice-presidente da República, Elías Jaua, anunciou a entrega formal de 45 casas a famílias endividadas pelas imobiliárias, na urbanização Ciudad Montemayor, do Estado Carabobo.

Neste sentido, Jaua indicou que com esta acção se chega às 554 casas entregues até à data.

Comentou que a entrega destes imóveis está acompanhada com o outorgamento de financiamento para a remodelação e equipamento dos mesmos.

Também anunciou a entrega de casas a famílias do Distrito Capital, Falcón, Miranda, Yaracuy e Carabobo, para um total de 212 créditos.

A esse respeito, o presidente Hugo Chávez sublinhou que o Governo Bolivariano não se desligou desse assunto apesar da emergência por causa das chuvas.

“O Banco Bicentenário entregará 212 créditos às famílias, para a remodelação e aquisição de bens para a sua habitação. No total serão entregues 6 milhões de bolívares [1 milhão de euros]”.

Nesse sentido, o Chefe de Estado indicou que os mencionados créditos terão uma taxa de juro de 5% e um período de seis meses até um ano de carência.

Por seu lado, o Ministro do Poder Popular para o Comércio, Richard Canán, explicou que a urbanização Montemayor está composta por um total de 880 casas.

“Os construtores só construíram 176 casas e estas tinham um preço inicial de 150 mil bolívares [26 mil euros], mas eles pretendiam cobrar um Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do dobro”, disse o titular do Comércio.

 

Construirão casas em Antímano

O presidente Chávez anunciou a construção de 296 casas no populoso sector caraquenho de Antímano, onde centenas de pessoas foram afectadas pelas chuvas dos últimos dias.

O Chefe de Estado explicou que as soluções habitacionais serão construídas num espaço de 1,5 hectares, o qual anteriormente era uma "sucata" e foi expropriado para benefício da comunidade.

A Presidência do município Libertador está a cargo da supervisão da obra e os recursos formam parte dos 2 985 milhões de bolívares [524 milhões de euros] aprovados pelo Mandatário Nacional há dias atrás para a construção de 12 700 casas em distintos lugares do país.

Pouco tempo antes, o vice-presidente executivo, Elías Jaua, tinha informado que, no total, construirão umas 22 mil casas nos próximos 18 meses para alojar a milhares de famílias que ficaram desalojadas depois das intensas precipitações que caíram em todo o país.

 

 

 

Texto retirado de AVN.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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