Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Corruptos e Mafiosos: a Direita venezuelana

A chamada "Oposição" venezuelana, ou seja a Direita venezuelana é uma colecção de corruptos, mafiosos e assassinos fugidos à Justiça, outros tantos criminosos no poder local e mentirosos profissionais.

 

Senão vejamos:

 

Manuel Rosales é o actual governador do estado de Zulia (uma região de grande importância na indústria do petróleo e agricultura, fronteiriça com a Colômbia), e líder nos últimos anos da "Oposição" de Direita, chefiando o partido "Um Novo Tempo". Está neste momento fugido à Justiça venezuelana (fugiu do país com a ajuda dos fascistas paramilitares colombianos pela fronteira com a Colômbia), sendo arguido num grande processo de corrupção e enriquecimento ilícito. Rosales participou no Golpe de Estado, tendo assinado o decreto golpista que dissolveu as instituições democráticas em 11 de Abril de 2002. Hoje é visto pelo povo venezuelano como um ladrão.

 

Isaías Baduel destacou-se durante o Golpe de Estado de 11 de Abril de 2002 por ter ficado do lado do presidente Chávez, ajudando a restituir a democracia. E por essa atitude foi nomeado Ministro da Defesa. Mas as suas ideias social-democratas e a atracção pelo dinheiro dos subornos depressa o levaram a se por ao lado dos capitalistas venezuelanos. É sabido que as organizações de fachada da CIA em conjunto com a direita venezuelana tentam continuamente subornar e corromper os oficiais das Forças Armadas da Venezuela. Baduel nunca foi um revolucionário, mas sim um reformista e por isso ele foi facilmente "comprado". Mudando descaradamente de posição, este traidor, inverteu completamente a sua postura em 2007, quando perante uma Reforma Constitucional que colocaria a Venezuela mais próxima do Socialismo, apelou às Forças Armadas da Venezuela a dar outro Golpe de Estado contra Hugo Chávez. Nos últimos meses veio a público que Baduel roubara do erário público enquanto Ministro da Defesa de Chávez. A Justiça militar da Venezuela coloco-o em prisão preventiva (evitando que ele fugisse tal como o fizeram outros líderes da direita).

 

Alfredo Peña foi presidente da Câmara Metropolitana de Caracas entre 2000 e 2004. Eleito com os votos do movimento bolivariano de Chávez, Peña começou desde cedo a colaborar com o imperialismo estado-unidense e com a direita venezuelana. O seu principal feito foi transformar a Polícia Metropolitana de Caracas numa tropa de choque fascista. Durante o Golpe de Estado de 11 de Abril de 2002, que Peña apoiou e no qual participou activamente, a Polícia Metropolitana de Caracas sob as suas ordens cometeu vários assassinatos de militantes chavistas, que a direita apelidou falsamente de oposicionistas e cujas mortes foram hipocritamente imputadas a Chávez. Este assassino Alfredo Peña, fugiu para Miami em 2004 e está fugido a um mandato de captura desde 2005 sendo acusado de ser o assassino e autor intelectual das vítimas de 11 de Abril de 2002.

 

Antonio Ledezma, Capriles Radonsky e Pérez Vivas são presidentes eleitos de vários governos regionais e locais (Ledezma na Câmara Metropolitana de Caracas, Radonsky governador do estado Miranda e Vivas governador do estado de Táchira). Todos eles, tal como outros autarcas e governantes regionais da direita em todo o país, têm cometido sistematicamente crimes de perseguição política e de golpismo contra o povo venezuelano. As suas actividades passam por: apelar aos militares venezuelanos para fazerem outro Golpe de Estado, despedirem trabalhadores municipais e de estado em massa (às centenas de cada vez) pelo simples facto de serem "chavistas", expulsarem violentamente movimentos sociais e culturais populares dos seus espaços públicos e uma perseguição política generalizada.

 

Leopoldo Lopez é presidente da Câmara de Chacao, uma zona rica de Caracas, as suas actividades inserem-se desde há anos na "ala juvenil" da burguesia venezuelana que se dedica às manifestações violentas que procuram gerar o ambiente propício para um Golpe de Estado na Venezuela, nomeadamente através da organização violenta e paramilitar chamada de "Comando Nacional de Resistência" (a ala juvenil, terrorista e fascista da direita venezuelana). As actividades de este grupo fascista são em muito facilitadas pelo lamentável facto de que as polícias da Venezuela (exceptuando talvez a polícia de investigação criminal) serem maioritariamente corruptas, aliadas às máfias do narcotráfico e fascistas. Neste aspecto muito importante o governo Chávez precisa de dar uma limpeza geral em todas as polícias urgentemente e colocá-las às ordens do próprio presidente Chávez.

 

Teodoro Petkoff e Ismael Garcia são desde há muitos anos (sobretudo o primeiro) expoentes da social-democracia venezuelana. A aliança destes personagens reformistas com a direita neoliberal e com a direita fascista (que se confundem uma com a outra)  não deveria surpreender aqueles que nos consideramos revolucionários, socialistas e comunistas - os que apoiamos honestamente a Revolução Venezuelana - porque o reformismo é assim mesmo. Quando o reformismo é colocado numa escolha entre o Socialismo e o Capitalismo, os reformistas escolhem o Capitalismo. A própria razão de ser da social-democracia é salvar o Capitalismo que eles dizem ser humanizável. Petkoff é um personagem particularmente desprezível já que começou a actividade política como um guerrilheiro comunista nas selvas da Venezuela, para depois se tornar em ministro de governos da direita neoliberal anteriores a Chávez e amigo do imperialista FMI.

 

Pedro Carmona Estanga foi ditador da Venezuela entre 11 e 13 de Abril de 2002, derrubando Hugo Chávez por um Golpe de Estado através de generais fascistas corruptos e tentando assassinar o presidente deposto. Carmona (conhecido como "el breve" pelo povo venezuelano) era justamente o líder da confederação patronal venezuelana, a Fedecamaras, quando se colocou à frente do Golpe de Estado, auto-proclamando-se presidente da Venezuela. "El breve" não perdeu tempo e no mesmo dia que foi "auto-escolhido" ditador tratou de dissolver num único primeiro decreto ditatorial todas as instituições democráticas: todos os ministros em exercício, todos os deputados eleitos, todos os juízes de tribunais superiores, os governadores e autarcas chavistas eleitos, a própria Constituição da República, etc. Ao mesmo tempo foram encerrados todos os órgãos de comunicação social simpatizantes de Chávez, como a televisão estatal VTV, a televisão comunitária CátiaTVe e muitas rádios dos bairros populares. Foi neste momento que a Direita venezuelana mostrou todo o seu "respeito" (leia-se desprezo) à Democracia, cargos eleitos, independência da Justiça, Liberdade de Expressão, Liberdade de Manifestação, etc. Foram mortos e feridos vários venezuelanos durante este Golpe cujos familiares e amigos continuam a lutar pela punição destes fascistas assassinos.

 

Corrupto 1: Manuel Rosales

 

Corrupto 2: General Isaías Baduel (retirado)

 

Corrupto e Mafioso 3: Alfredo Peña

 

Mafioso 4: António Ledezma

 

Mafioso 5: Capriles Radonsky

 

Mafioso 6: Pérez Vivas

 

Mafioso 7: Leopoldo Lopez

 

Mafioso 8: Teodoro Petkoff

 

Mafioso 9: Ismael Garcia

 

Mafioso e Golpista 10: Pedro Carmona Estanga

 

publicado por Rojo às 12:19
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