Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Nacionalização da Indústria do Cimento

Num período de quatro meses, irá ser assinado o instrumento de compra mediante o qual serão transferidas para o Estado venezuelano as acções das empresas multinacionais que lidavam com o cimento no país.

 

Assim o deu a conhecer o vice-ministro do Poder Popular para as Indústrias Básicas e presidente da Fábrica Nacional de Cimento, Jesús Paredes, quem explicou que a acção concretizará a nacionalização deste sector, anunciada há um ano, mediante Decreto Presidencial.

 

“A transacção ocorreu de forma efectiva, sem transtornos no processo produtivo nem na relação com os trabalhadores e com os antigos donos”, afirmou em referência ao que foi este período de negociações.

 

Em entrevista à Agência Bolivariana de Notícias (ABN), destacou o bom caminho que tomou o processo de diálogo com as multinacionais Holcim e Lafarge e o não tão feliz -mas igualmente resuolvido- processo de expropriação empreendido com a mexicana Cemex.

 

Nos três casos, as equipas técnicas das fábricas foram mantidas, bem como todo o pessoal de alto nível que durante anos adquiriu experiência em matéria cimenteira, tradição que na Venezuela já acumula mais de um século.

“Já temos controlo completo do funcionamento das fábricas, o que falta é concretizar, num máximo de quatro meses, a assinatura do instrumento de transferência para o Estado das acções, que constituem 5% no caso da Lafarge, 15% no caso da Holcim e 100% no caso da Cemex, devido ao processo de expropriação”, resumiu.

 

As três empresas estrangeiras, juntamente com as com as nacionais Cerro Azul (Monagas) e Cemento Andino (Trujillo), integrarão uma empresa cimenteira nacional de carácter social, sob a tutela do Estado venezuelano, cuja denominação definitiva ainda está em discussão.

 

“Reverteremos por completo o conceito comercial de gestão cimenteira que a empresa privada vinha executando”, disse, e assegurou que o crescimento sustentável do sector está garantido.

 

Retirado de ABN.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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3 comentários:
De Miguel J a 9 de Abril de 2009 às 23:27
Mais uma boa notícia - apesar de tudo Venezuela avança. Confiança no futuro!
De Miguel J a 9 de Abril de 2009 às 23:34
Já agora, não vi aqui a notícia (penso que tem poucas semanas) de que a Venezuela acabou com a pesca destruidora de arrasto. Vi a notícia no blog política-dura e confirmei-a num site venezuelano. Achei um pouco estranho não ver a notícia na comunicação social mas por outro lado não é coisa que me surpreenda por aí além... Confirmem a notícia e divulguem-na. É um passo importante. Um abraço
De Rojo a 10 de Abril de 2009 às 00:40
Obrigado camarada Miguel, fizeste uma óptima sugestão.

A notícia da proibição da pesca de arrasto é importante não só por questões ambientais mas também porque beneficia os pescadores artesanais e restringe os grandes armadores - os capitalistas da pesca.

Entretanto há muitas outras notícias recentes da Venezuela como a prisão de importantes figurões da oposição de direita nomeadamente por corrupção, mas também de capatazes da direita que assassinavam o povo infiltrados nas policias venezuelanas. Há outras noticias de nacionalizações e o braço de ferro entre os capitalistas do sector alimentar (que se dizem aliados do governo! com toda a hipocrisia) e o governo venezuelano pelos preços especulativos praticados. Enfim, muita coisa!

A velocidade dos acontecimentos às vezes é difícil de acompanhar.

Um abraço!

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