Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Inaugurada Embaixada da Palestina na Venezuela

27/04/2009

 

O ministro venezuelano de Relações Exteriores, Nicolás Maduro, junto a seu homólogo palestiniano Riyad ao Malki, inauguraram nesta segunda-feira na capital venezuelana um escritório de representação diplomática oficial da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).

Os servidores públicos em um acto conjunto assinaram o documento respectivo que formalmente estabelece o nascimento das relações diplomáticas entre ambas as nações.

"Estamos a dar um passo de justiça ao estabelecer as relações oficiais com a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), porque o povo de Venezuela, o Governo Bolivariano do comandante Hugo Chávez sente a causa do povo palestiniano como uma causa própria", indicou o ministro em roda de imprensa desde o sudeste de Caracas.

Maduro, transmitiu a seu par palestiniano uma mensagem do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, que sempre tem enfatizado a sua solidariedade com a causa do povo da Palestina, sobre como tem marcado sempre como tema primordial na política exterior do Governo venezuelano.

"Sabemos que o povo palestiniano tem estado praticamente desde a segunda metade do século XX e no século XXI - que anuncia e aponta a grandes mudanças nas relações políticas mundiais - em uma luta imensa, cheia de adversidades e de grandes sofrimentos", acrescentou o anfitrião Maduro.

Assim, salientou que diferentemente da Venezuela, só em eventos grandes como o recente massacre de Israel contra a Faixa de Gaza que deixou mais de mil e 400 mortos, "a opinião pública reage e se geram mobilizações, que depois de culminados os eventos, tudo volta a um ponto que podemos chamar de um ponto de difícil solução ou ponto morto".

Depois de considerar estas acções esporádicas como erróneas, precisou que é fundamental "conhecer directamente o depoimento do que vive diariamente o povo palestiniano".

"Como cidades inteiras são tratadas como centros de concentração, perseguição e humilhação são levadas a cabo contra seres humanos, só por serem palestinianos, só por ser o povo árabe a quem tocou viver historicamente nesse território", relatou Maduro, que comparou estas realidades com "as piores ditaduras que conheceu a humanidade, e que num passado (não tão distante) perseguiram atrozmente o povo judeu na Europa", disse.

"Os perseguidos de ontem parecem ter-se convertido em perseguidores permanentes de um povo digno que merece viver em justiça, paz e liberdade como o povo palestiniano", enfatizou o chanceler venezuelano.

Desde a Embaixada que inaugurar-se-á na decorrência do dia, o povo palestiniano, tal como indicou Maduro, poderá seguir contando com a solidariedade humana, profunda, militante e permanente do governo do presidente Chávez e do povo venezuelano.

"Na luta pelo reconhecimento do Estado palestiniano e na luta por acordos justos que lhe devolvam o direito à a vida, liberdade e independência do povo palestiniano", disse.

Por sua vez, o chanceler palestiniano Riyad Al Malki agradeceu a todas as autoridades venezuelanas por, finalmente, conseguir que as relações entre ambas nações se possam materializar de maneira oficial.

"Temos levado muito tempo para poder chegar a este passo e assinar este acordo de estabelecer relações diplomáticas ainda que o processo começou desde há muito tempo", disse Al Malki, ao mesmo tempo em que agradeceu ao país sul-americano por ter mostrado seu apoio e solidariedade através de diferentes manifestações e actos.

Assim, manifestou que o Chefe de Estado venezuelano "tem sido um parâmetro muito claro reflectindo não só o parâmetro popular aqui em Venezuela, senão em todo o Continente", um facto que para o chanceler é mostra de "solidariedade e apoio".

"Suas declarações em apoio à causa palestiniana têm sido muito conhecidas, não só do povo palestiniano que as apreciou, senão também pelo povo árabe... Hoje em dia, Chávez é o líder mais popular do mundo árabe, por sua coragem, valentia, apoio à justiça e também por estar ao lado de uma causa justa como a palestiniana", enfatizou o chanceler.

As relações que se vêem materializadas nesta segunda-feira, Riyad Al Malki, espera que sejam exemplares, e que para valer aproveitem essas relações para se ajudar mutuamente, para oferecer a ajuda necessária para que um povo como o palestiniano, que luta por sua liberdade e independência, o possa conseguir.

Assim mesmo, enfatizou a importância da Embaixada porque esta poderá servir como eixo de apoio para as comunidades palestinianas radicadas em países sul-americanos como Venezuela, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, expulsou em inícios do ano em curso o corpo diplomático de Israel em Caracas, depois de catalogar como um "massacre" a ofensiva israelita na Faixa de Gaza de Dezembro e Janeiro passados, que deixou ao menos mil e 400 mortos e mais de cinco mil feridos.

Semanas depois, Israel expulsou como medida de reciprocidade a representação diplomática venezuelana acreditada em Tel Aviv, bem como a representação diplomática do país latino-americano ante a ANP.

A maior parte das embaixadas de países latino-americanos ante a ANP abriram-se na década dos anos noventa, como as de Brasil ou Chile, e nos últimos anos se inauguraram as do México e Argentina.

 

Fonte: TeleSUR

publicado por Rojo às 10:22
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