Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

A pobreza em Portugal (e algumas considerações minhas sobre a desigualdade)

Notas: Enquanto a comunicação social capitalista faz o que pode para marginalizar e demonizar o Bairro da Bela Vista a pobreza alastra em Portugal. Com especial incidência em zonas do país com uma ruinosa governação da direita, como é o caso da Madeira (aqui se vê a quem não benefecia o mafioso offshore da Madeira, ao povo da madeirense) e dos Açores onde esta se situa em cerca de 30%, e numa zona com a qual a direita do governo central e o patronato estão a ajustar contas marginalizando-a activamente: o Alentejo. No entanto em termos absolutos a pobreza continua a ser maior no Norte do país (excerto do artigo sobre este tema mais abaixo).

 

A Burguesia e o Governo burguês por seu lado continuam a engordar na pouca vergonha dos salvamentos de bancos e banqueiros mafiosos, nos super lucros dos monopólios capitalistas e das empresas privatizadas - com direito a salários gigantescos, bónus chorudos e reformas acumuláveis com outras reformas e salários -  e na corrupção generalizada e impune em todo o tipo de acções governamentais - os escândalos acumulam-se (e não há punições, nem prisões, nem demissões) Freeport-Central de Compostagem da Cova da Beira-Universidade Independente, BPN-BPP, Bragaparques, Universidade Moderna, etc. O Ministro Alberto Costa e o senhor do Eurojust já deviam estar os dois demitidos e a ser julgados por tentar ameaçar e amedontrar a Justiça e no no entanto a comunicação social vocifera contra o Bairro da Bela Vista. Este Capitalismo não tem vergonha realmente...

A intemporal repressão ao direito de cidadania imposta pelas políticas de direita

 

Por Anselmo Dias

7 de Maio de 2009

 

Foi recentemente publicado um estudo denominado Novos factos sobre a pobreza em Portugal, da autoria do economista Nuno Alves, do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, o qual teve o cuidado de esclarecer que as opiniões expressas neste estudo são da sua inteira responsabilidade e não coincidem, necessariamente, com as do Banco de Portugal. Obviamente!

 

De facto, o Dr. Vítor Constâncio, em concordância com o Compromisso Portugal, com o Dr. Silva Lopes, com o Dr. Fernando Ulrich, com o Dr. Vítor Bento e outros similares, sempre se pautou pela redução do salário real dos trabalhadores, pelo que, coerentemente, não poderia fazer suas as palavras de quem confirmou, mais uma vez, haver em Portugal, cerca de 2 milhões de pobres, dos quais cerca de 300.000 são crianças, 596.000 são reformados e cerca de 586.000 são trabalhadores por conta de outrém, valores calculados na base das respectivas despesas familiares.

 

O estudo, baseado em inquéritos realizados pelo INE em 2005/6, confirma que a pobreza é uma realidade persistente e transversal a todo o território nacional, atingindo, sobretudo, aqueles que, trabalhando, ganham salários de miséria e aqueles que, tendo no passado trabalhado, usufruem, hoje em dia, pensões miseráveis. Acrescentemos a estes dois grupos sociais as crianças e os desempregados e estaremos a falar de 81% dos pobres, isto num país que tem as mais elevadas assimetrias nos rendimentos dos 20% da população mais rica comparativamente aos 20% da população mais pobre.

 

Daqui resulta que a pobreza não tem aquela conexão que se pretende dar, associando-a à chamada exclusão social. A pobreza em Portugal é, na sua maior expressão, a pobreza dos baixos salários, das baixas reformas, do desemprego, das reduzidas prestações sociais, a que junta parte significativa de famílias numerosas, de famílias monoparentais e de agregados familiares constituídos por apenas um elemento.

 

(...) Continuar a ler no Portal Informação Alternativa

publicado por Rojo às 12:01
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