Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Ocupações de fábricas na Europa: outro exemplo do que se avizinha

4 de Maio de 2009

Por Ana Sanjuán

 

Durante a última década temos visto o renascer da luta de classes na América Latina com processos revolucionários como o que vive Venezuela e também uma radicalização das formas de luta da classe operária, entre elas as ocupações de fábrica como maneira de pressão ante os ataques dos empresários. (...)
Esta forma de luta é um reflexo da crescente radicalização da classe operária e começa a ver nos países capitalistas desenvolvidos. No ano passado em Chicago foram os trabalhadores da empresa Republic of Windows, inspirados pela experiência de Inveval em Venezuela, quem ocuparam a empresa, mas agora vemos exemplos também na Europa, que ainda que ainda esporádicos e isolados, são uma expressão do renascer da luta de classes no velho continente.
Na Irlanda a fábrica Waterford Crystal esteve ocupada durante sete semanas por mais de 300 trabalhadores e com assembleias nas que participavam mais de 800, o objectivo era salvar 480 postos de trabalho e o dinheiro de seu fundo de pensões. Na França, 200 trabalhadores de FCI Microconnections em Mantes-a-Jolie (cerca de Paris) protagonizaram uma ocupação que durou 45 dias, inclusive chegaram a manter retidos durante algumas horas a três directores da empresa como uma maneira de pressão enquanto os dirigentes sindicais negociavam com os proprietários. O sequestro de empresários ou directores por parte dos trabalhadores converteu-se já em algo habitual na França, durante os últimos meses tem sucedido em Sony, Caterpillar, 3M, Scapa, Faurecia, Conforama, BPR e o último caso tem sido Molex.
Temos visto exemplos similares na Alemanha, onde cem trabalhadores de HWU, um fabricante de componentes automobilísticos para a Chrysler, ocuparam a fábrica logo depois de se anunciar o fechamento da empresa. A Ucrânia tem tido alguns casos, ainda que o mais conhecido tenha sido a ocupação da Kherson, o maior fabricante de maquinaria agrícola do país. Nesta empresa os trabalhadores elegeram um conselho operário que tomou o controle da direcção da empresa e a sua principal reivindicação era a nacionalização sob controlo operário.
O exemplo mais recente é a luta dos trabalhadores da Visteon, um fabricante de componentes automobilísticos para a Ford, neste caso ocuparam três fábricas: em Enfield, em Basildon e em Belfast. A empresa pretendia despedir a 600 trabalhadores com indemnizações ridículas. A luta dos trabalhadores de Visteon, como no caso da Waterford e do resto das empresas ocupadas, tem gerado uma enorme simpatia em toda Grã-Bretanha e tem se transformado num exemplo para o resto dos trabalhadores.

 

Fonte: El Militante

publicado por Rojo às 10:26
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