Domingo, 24 de Maio de 2009

Chávez anuncia estatização de siderúrgicas

22 de Maio de 2009

Poucos dias após a estatização de parte do setor de serviços petrolíferos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou, nesta quinta-feira, a nacionalização de cinco empresas do setor siderúrgico e da maior produtora de cerâmica do país. Segundo ele, a iniciativa é no sentido de avançar na construção de novo complexo industrial. ''O setor deve ser nacionalizado, não há nada o que discutir'', afirmou Chávez durante um ato público com trabalhadores metalúrgicos no Estado de Bolívar (sudeste do país), transmitido em cadeia nacional de rádio e TV.

Com a decisão, as empresas Matesi, Comsigua, Venprecar, Orinoco Irons e Tubos Tavsa devem passar ao controle do Estado nos próximos dias.De acordo com representantes dos sindicatos dessas empresas, há pelo menos seis meses os salários dos funcionários estão atrasados e a produção, praticamente paralisada, razão pela qual teriam pedido a intervenção do Estado. ''Estas empresas têm que estar sob controle dos operários (...) faz tempo que deveríamos ter feito. Isso é justiça social'', disse Chávez, sob aplausos dos operários. Além das siderúrgicas, também será nacionalizada a fábrica de cerâmicas Carabobo, a maior empresa do ramo no país.

De acordo com os sindicatos venezuelanos, a Matesi pertence ao consórcio argentino-italiano Teching, que era também proprietário da Siderúrgica do Orinoco (Sidor), a maior indústria do ramo na região andina, nacionalizada no ano passado e pela qual o governo pagará US$1,97 bilhão [Nota do Editor: 1,97 mil milhões de dólares, de acordo com a escala numérica usada no Brasil, que na Europa é diferente]. Já as empresas Orinoco Irons e Venprecar pertencem a um consórcio do qual faz parte a empresa anglo-australiana BHP Billiton, uma das maiores mineradoras do mundo.

Com essas nacionalizações, somadas à expropriação de 73 companhias prestadoras de serviços petrolíferos, no início do mês, o Estado venezuelano assume o controle de quase todos os setores da economia considerados estratégicos [Nota do Editor: isto não é bem verdade: a Comunicação Social, a Banca e os Seguros, a Indústria Automóvel e sobretudo o sector dos Hipermercados e da Indústria Agro-alimentar continuam a ser monopolizados pelo capital privado e ainda há muitos latifúndios e sectores estratégicos privados na Venezuela].

 

Desde 2007, foram nacionalizadas as companhias de telecomunicações e de eletricidade, a faixa petrolífera do rio Orinoco e três empresas de cimento. Em maio do ano passado, o governo já havia decretado a nacionalização da siderúrgica Ternium-Sidor. Na avaliação de Chávez, aumentar o papel do Estado sobre o setor produtivo do país, ao reverter as privatizações realizadas pelos governos anteriores, é um dos caminhos para consolidar o chamado socialismo do século 21.

 

Nos próximos dias, poderá ser concretizada a estatização de uma das maiores instituições financeiras do país, o Banco da Venezuela, que pertence ao grupo espanhol Santander.

Com agências/Diário Vermelho

publicado por Rojo às 13:11
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