Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Base dos EUA em Manta será fechada em setembro

Nota: O Imperialismo dos Estados Unidos já não pode contar com o governo e com o exército do Equador para fazer o seu trabalho sujo, mas tem o governo mexicano por outro lado. A Ditadura Fascista colombiana continua a ser apoiada pelos Estados Unidos de Obama e os imperialistas vão a grandes extremos só para combater uma guerrilha nas montanhas e selvas da Colômbia chamada FARC. A truculência desta Ditadura é a grande prova da sua fraqueza, um dia o povo colombiano dirá basta!

 

25 de Maio de 2009

Promessa de campanha do presidente do Equador, Rafael Correa, o fechamento da base militar norte-americana, em Manta, será antecipado para setembro, conforme anúncio da chancelaria dos Estados Unidos. A decisão de não manter bases estrangeiras no país foi ratificada na atual Constituição, aprovada em referendo no ano passado. De acordo com matéria publicada no jornal cubano Granma, as operações militares da base serão tranferidas para território colombiano.

Um convênio entre os dois países permitiu a instalação da Base Área dos Estados Unidos por dez anos (a base se retiraria em novembro deste ano). Desde que assumiu a presidência, Correa foi incisivo não só em não renovar o contrato, como pediu a retirada da forças militares dos EUA do território equatoriano.

Com o argumento de ser utilizada no combate ao narcotráfico, a base tinha permissão para sobrevoar todo o território equatoriano. No entanto, ao longo destes anos foram várias as denúncias encaminhadas às organizações de direitos humanos e ao próprio governo do Equador sobre os mais variados desrespeitos e violações às pessoas próximas ao local.

Na última quinta (21), uma comissão formada por membros do Legislativo e representantes da Coalizão Sem Bases estiveram em Manta para averiguar algumas dessas denúncias. Segundo documentos elaborados pela Coalizão, as denúncias vão desde impactos ambientais causados pela ingerência dos Estados Unidos no local até casos de violação sexual às moradoras nativas, abuso contra trabalhadoras do sexo, e apropriação de barcos de pescadores.

O governo boliviano chegou a suspeitar que o local tenha sido usado para pelo Exército colombiano durante a operação que matou o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no dia 1º de março do ano passado. O ataque foi promovido em território equatoriano.

O pretexto de luta antiterrorista e de combate ao narcotráfico é veemente criticado por diversas organizações. A Coalizão lembra ainda que persiste a presença militar estadunidense em bases em Honduras, El Salvador, Cuba, Aruba e Curaçao.

"Esta articulação nos mostra que é fundamental desenvolver uma estratégia articulada da América Latina e Caribe para conseguir a abolição das bases militares estrangeiras na região", afirmou em comunicado a Rede Mundial No Bases.

O jornal cubano Granma, contudo, publicou, no último dia 5, texto no qual afirma que os atividades militares da base de Manta deverão ser apenas tranferidas para território colombiano. Leia abaixo a amtéria completa.

De Manta à Colômbia
Por Joaquín Rivery Tur, no Granma

O som do rio anunciava uma cascata de pedras. De tantos rumores, finalmente, o fato se concretizou como se esperava.

As operações militares norte-americanas da base aérea de Manta, no Equador, foram transferidas para o território colombiano, diante da recusa de Quito de prolongar o tratado que permitia ao Comando Sul do Pentágono utilizar esta instalação próxima do Pacífico para seus objetivos.

Sem dúvida, isto é um golpe para a política externa dos Estados Unidos, pois é outra porta que lhes fecham ao sul do rio Bravo, restando-lhes cada vez menos alternativas com a mudança que se experimenta no continente.

Há uns dias, o embaixador norte-americano em Bogotá, William Brownfield, reconheceu que seu governo "analisa a possibilidade" de utilizar bases colombianas para manter as operações que realizavam em Manta.

O movimento é lógico, pois Washington financiou com mais de US$5 bilhões a ofensiva oficial contra as organizações guerrilheiras, por tal motivo, é difícil dizer-lhe que não.

Segundo alguns critérios, esse financiamento foi utilizado para preparar várias bases aéreas usadas nos bombardeios contra os guerrilheiros e não será necessário tanto investimento para adaptá-las aos aviões dos EUA que voam na zona, para combater o tráfico de drogas, embora também se suspeite que vigiam os vizinhos com instalações muito modernas, e podem incluir grampeamentos.

Há uma semana, quando Brownfield fez o anúncio, os observadores políticos e militares consideraram que o acordo estava terminado ou próximo a terminar, pois uma operação como essa leva tempo, e o Comando Sul sabe desde 2006 que as intenções de Rafael Correa eram fechar a base norte-americana.

O candidato idôneo para a mudança era a Colômbia, pois seu governo tem estreitas relações com os Estados Unidos na área andina e é quase o único que se prestaria para receber as operações de Manta.

A convulsa situação latino-americana e a perda de prestígio de Washington, por suas guerras genocidas no mundo muçulmano, torna muito difícil que o Pentágono possa deslocar uma base completa sob comando próprio, daí que a declaração oficial do embaixador do Norte indique que apenas se trata da transferência das operações.

Desde 27 de fevereiro passado, o diário El Tiempo publicou que o ministro colombiano de Defesa, Juan Manuel Santos, discutiu o assunto em Washington durante quatro dias.

"Estamos ampliando a cooperação. Parte disso é o acesso (dos EUA) a nossas bases e isso é o que estamos negociando", afirmou Santos.

O jornal El Tiempo esclareceu que fontes oficiais dos dois países indicaram que se negociava a ampliação do número de aviões militares estadunidenses na Colômbia, bem como a colocação no país sul-americano de radares e equipamentos para satélites inteligentes que não foram inseridos em acordos de cooperação anteriores.

Tudo indica que as solicitações norte-americanas eram amplas e com emprego de técnicas novas.

O ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, ressaltou que se estava negociando com Washington a transferência das operações para o território de seu país.

Ainda não se conhece o lugar onde operará a aviação estadunidense, nem o número de bases que poderão empregar, embora alguns estimem que o controle norte-americano será grande.

O chanceler preocupou-se por esclarecer que o acordo não provoca tensão com o Equador ou a Venezuela, porque no convênio, disse, não há risco para os países vizinhos.

De qualquer maneira, muitos lembram a ameaçadora presença de navios norte-americanos perto das costas venezuelanas, quando o golpe de Estado de 2002, e o apoio dado por Washington aos golpistas fracassados.

O general Freddy Padilla, chefe das forças militares colombianas, reconheceu que, apesar de não estar pronto o "acordo de colaboração" com Washington, autorizou-se que os aviões estadunidenses que participam da luta contra o narcotráfico utilizem "logisticamente" as bases colombianas. Por conseguinte, o acordo já está em execução.

Fontes:Adital, Granma e Diário Vermelho

 

Calderón é acusado de romper política de asilo

25 de Maio de 2009

O presidente mexicano Felipe Calderón foi acusado de romper a política de asilo historicamente praticada em seu país, ao expulsar o colombiano Miguel Angel Beltran, suposto integrante das Farc.


O sociólogo colombiano Miguel Angel Beltrán, suposto integrante da comissão internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Jaime Cuienfuegos, foi expulso do México nesta última sexta-feira.

Acadêmicos, deputados de esquerda e o editorial do diário La Jornada apontaram hoje que o governo de Calderón violou "o princípio fundamental da presunção de inocência" com a prisão "arbitrária" e a entrega de Beltrán à Colômbia.

Beltrán se radicou no México como residente de um pós-doutorado na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e foi expulso depois de ter procurado os escritórios de migração para pedir o prolongamento de sua estada no país.

O fato "revela a complexidade" das autoridades do México na perseguição de cidadãos colombianos opositores ao governo do presidente Álvaro Uribe, afirmaram acadêmicos da Unam citados pelo La Jornada.

A publicação dedicou ainda seu editorial à decisão de Felipe Calderón, que segundo o jornal, "faz um fraco favor à sua imagem ao se mostrar próximo a um personagem (Álvaro Uribe) acusado de ter uma história política e familiar vinculada desde muito tempo aos chefes da droga, como alegam documentos da Agência de Inteligência da Defesa dos Estados Unidos".

Fonte: Ansa/Diário Vermelho

publicado por Rojo às 12:55
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