Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Língua portuguesa será opção no ensino oficial venezuelano

O ensino da língua portuguesa será opção no ensino oficial a partir do próximo ano lectivo, disse hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.

"Tanto quanto nós temos informação, que nos é dada pelas autoridades venezuelanas, a partir do próximo ano lectivo estará em força com opção no sistema educativo", disse à agência Lusa o governante, que se encontra em Carcacas.

Em diversas oportunidades o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou interesse em que a língua portuguesa fosse incluída no sistema oficial venezuelano, tendo chegado o idioma português a aparecer como uma opção para o corrente ano lectivo no "curriculum bolivariano" que não foi aplicado na prática.

Segundo António Braga "há uma iniciativa (nesse sentido) do Ministério de Educação, na Venezuela, e das universidades, portanto um processo que corre os seus termos normalmente".

António Braga falava à agência Lusa no final de uma reunião com professores de português na Venezuela, no âmbito de uma viagem de cinco dias que realiza ao país.

A reunião foi uma oportunidade para informar os professores sobre as "reformas que temos vindo a fazer nesta área, no que diz respeito ao ensino do português no estrangeiro, designadamente a recente reforma aprovada em Conselho de Ministros do Instituto de Camões que a partir da publicação da lei passa a ter toda a responsabilidade do ensino do português no estrangeiro, no seio das comunidades portuguesas e não só", acrescentou.

"Há uma nova ambição em fazer projectar, aqui na Venezuela, uma rede de ensino que responda à procura da comunidade portuguesa e também à necessidade de formação de professores porque o português será a partir do próximo ano uma língua de opção no sistema educativo", sublinhou.

A reunião permitiu ainda fazer "essa actualização relativamente a estes projectos e também ouvir as necessidades e carências dos professores que trabalhando com tantas dificuldades, mas sobretudo com uma enorme determinação, têm vindo a defender a língua portuguesa junto da comunidade aqui a residir", disse.

 

Retirado do Diário de Notícias (da Madeira).

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publicado por Alexandre Leite às 12:00
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