Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

A General Motors faliu

31 de Maio de 2009

Uma nova empresa automobilística está nascendo: é a ''Governo Motors'', que assume o lugar da General Motors (GM). O trocadilho foi inventado pelo insuspeito jornal The New York Times. Depois de oitenta anos de liderança internacional, o grupo vai passar sob o controle do Estado. O anúncio deve ser feito em coletiva de imprensa convocada para esta segunda-feira (1º).
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A coletiva foi convocada pelo diretor-executivo da GM, Fritz Henderson, para Nova York. Neste sábado (30), a Chrysler, outro gigante automobilístico americano, também recorreu à Lei de Falências.

Falência ou ''bancarrota''?


As últimas negociações sobre uma reestruturação da dívida da gigante automobilística fracassaram na quarta-feira (27). O Departamento do Tesouro do governo americano, que já colocou mais de US$ 20 bilhões na GM desde dezembro, tinha dado um prazo até 1º de junho para a empresa conseguir um acordo que contentasse acionistas, sindicato e credores.

O noticiário sobre o tema no Brasil ainda busca maquiar a quebra usando a palavra ''bancarrota'' em vez de ''falência''. Em outros países não há o mesmo escrúpulo. Na França o termo usado é ''faillite'' e nos próprios Estados Unidos é ''bankruptcy''.

No arranjo que deve ser anunciado na segunda, o Tesouro dos EUA terá 72,5% das ações da empresa. O sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística, o UAW, ficará com 17,5%. Os credores da GM ficarão com os 10% restantes.

O esquema será adotado depois que a GM pedir para ser colocada sob a proteção do capítulo 11 da Lei de Falências (Bankruptcy Act). A parte tóxica da GM deve ser separada de empresas do grupo que não afundaram, como a como Chevrolet, Buick e Cadillac.

Na Opel, golpe ''escandaloso''

O colapso de um dos pilares da indústria americana tem a aparência de desordem na Europa. Neste sábado (30), o governo da Alemanha aceitou, a contragosto, avalizar e financiar a compra do braço alemão da GM há 80 anos, a Opel. por um consórcio que inclui a canadense Magna e o banco estatal russo Sberbank e a montadora russa Gaz. A primeira ministra Angela Merkel, depois de um contato telefônico com o presidente Barack Obama, aceitou uma solução que deve contar 2.500 dos 26 mil postos de trabalho da empresa na Alemanha.

Antes disso, as negociações sobre a Opel chegaram a ficar bastante azedas, com o ministro da economia alemão,Karl-Theodor zu Guttenberg, reclamando de um golpe teatral ''relativamente escandaloso'' e dizendo ''não ter as garantias necessárias'' para fornecer o crédito estatal requerido pela operação. No fundo, a Alemanha temia que os ativos da Opel ficassem à mercê dos credores da GM americana.

O que será da General Motors ''do Brasil''?

É incerto o futuro das filiais da GM espalhadas por 27 países de todos os continentes – inclusive em São Caetano e São José dos Campos, São Paulo, Brasil. A unidade brasileira – normalmente considerada como uma das mais lucrativas do grupo – também tem um futuro indefinido.

“Existe até a hipótese da GM Brasil ser vendida, porque a Fiat, por exemplo, tem demonstrado interesse em unidades (da GM) na América do Sul, mas não há nada confirmado”, avalia Sérgio Buarque de Hollanda Filho, professor de economia da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o economista, a montadora deve vender unidades em outros países.

Quando se entra no capítulo 11 (da Lei de Falências americana) a empresa fica diante de duas situações no que diz respeito às subsidiárias: elas podem ser relacionadas como subsidiárias vinculadas ou não-vinculadas. As vinculadas fazem parte da concordata e as não-vinculadas são independentes. Este é um dos pontos que deve ser revelado, ou pelo menos indagado, na coletiva de segunda-feira.

Estatização envergonhada


A quebra da Chrysler e sobretudo a da General Motors, fundada em 1908 e que durante décadas foi o maior grupo capitalista do mundo, aumenta as incertezas sobre as perspectivas da crise econômica nos EUA e no mundo.

A quebra de empresas deste porte tem um forte efeito dominó. As duas empresas anunciaram, por exemplo, que não renovarão os contratos com centenas de concessionárias em todo o país – 1.100 no caso da GM e 800 no da Crhrysler. As notícias são um balde de água fria naqueles que previram que ''o pior já passou'' em matéria de crise.

A solução que deve ser anunciada na segunda-feira é uma espécie de estatização envergonhada, decidida a contragosto pela administração Barack Obama. ''Eu preferiria ficar completamente de fora. Mas a alternativa era a liquidação ou uma bancarrota em que uma empresa muito importante para a nossa economia seria dividida em pedaços'', disse Obama em entrevista à NBC neste sábado.

Da redação, com agências

Fonte: Diário Vermelho

 

publicado por Rojo às 11:01
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