Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Estado venezuelano aumentou o investimento em Ciência e Tecnologia

O Estado venezuelano aumentou o investimento em Ciência e Tecnologia. A Venezuela investe nesta área três vezes mais do que qualquer outro país da América Latina, afirmou o Ministro do Poder Popular para a Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermédias, Jesse Chacón.


Numa conferência de imprensa, Chacón referiu que em 2005, quando se aprovou o mecanismo de financiamento da investigação por duas vias: a do investimento e a do aporte, a Venezuela deixou de ser um país que investia historicamente entre 0,3% e 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e passou em 2006 a investir 1,74%, e em 2007, 2,69%.


A Venezuela apenas investe menos em Ciência e Tecnologia do que os países nórdicos, Suécia, Suíça, Noruega, Finlândia, que investem cerca de 3,2% ou 3,4%, e que o Japão e Coreia, com 3,5%.

Destacou o impulso que estão a dar a um novo modelo científico tecnológico, que pretende que a investigação seja feita em função das pessoas, com base nas necessidades da sociedade venezuelana.

Explicou que o modelo tem um alto componente de capacitação que permitiu subir o número de investigadores e conta, para além disso, com um grande investimento por parte do Estado que deve culminar num processo industrial.

Chacón também esclareceu que os recursos para que as universidades façam as suas investigações foram de 336 milhões e 333 mil bolívares fortes, que se dirigiram através do investimento das universidades venezuelanas no contexto da Lei Orgânica de Ciência, Tecnologia e Inovação (Locti).

Disse que as que mais receberam foram a Universidade Central da Venezuela (UCV), com 66 milhões de bolívares fortes; a Simón Bolívar, 62 milhões de bolívares fortes; a Católica Andrés Bello, com 45 milhões de bolívares fortes; a Universidade de Falcón, com 35 milhões de bolívares fortes, e a de Carabobo, com 17 milhões de bolívares fortes.

“Há que investigar se esses montantes não ficaram na burocracia administrativa que existe nas universidades”, disse.

Sublinhou que estes recursos são orçamentos que nunca na história receberam as universidades da Venezuela e para além disso não há nenhum tipo de direccionalidade destes recursos outorgados, pelo que anunciou que vão iniciar um processo de investigação.

Informou também que de 1999 a 2008 a Venezuela passou de 1.689 investigadores inscritos a 6.038 investigadores, isto é, mais do que se triplicou o número de investigadores inscritos no Programa de Promoção do Investigador (PPI).

Sobre as publicações, Chacón assinalou que se aumentou o número de revistas nacionais sobre as internacionais: a relação no início do Governo era de 1 para 1 e agora é de 3 para 1 a favor das revistas nacionais.

Sobre a existência de centros tecnológicos comunitários de investigação, afirmou que actualmente há 3.187, a grande maioria deles gratuitos.

 

Retirado de ABN.

 

publicado por Alexandre Leite às 19:00
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