Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Ao menos 38 mortos em protesto de indígenas no Peru

Nota: Abaixo o Fascista Alan García! Todo o apoio à justa rebeldia dos índigenas peruanos!

 

5 de Junho de 2009

Ao menos 38 pessoas morreram e 50 ficaram feridas entre indígenas e policiais nesta sexta-feira durantes fortes confrontos na província de Bagua, norte do Peru. A polícia atirou de um helicóptero contra um protesto de indígenas amazônicos. O movimento reclama a revogação de um decreto do governo peruano, que deixaria os territórios indígenas vulneráveis.

Os indígenas awajún-wampis iniciaram seu protesto em abril para exigir a eliminação do Decreto Supremo 1090, de autoria do presidente Alan García. Este alega que o objetivo é elevar o investimento privado em zonas ricas em recursos naturais, como petróleo e gás. Os indígenas acusam o governo de cobiçar suas terras. O decreto faz parte de um pacote de medidas no âmbito do TLC (Tratado de Livre Comércio) assinado entre o Peru e os Estados Unidos.

 

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Helicóptero disparou contra protesto

''Quero responsabilizar o governo do presidente Alan García por ordenar o genocídio. Eles estão atirando balas em nós como animais'', disse o líder dos nativos da região, Alberto Pizango, durante coletiva com a imprensa estrangeira. Pizango é presidente da Aidesep (Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana).

O confronto começou às 5 horas da manhã, na localidade conhecida como Curva del Diablo, Bagua Chica, na província de Bagua. Havia pelo menos 5 mil indígenas bloqueando a Rodovia Belaúnde Terry quando foram atacados. Pizango disse que a Polícia Nacional iniciou a violência. ''Estivemos tranquilos, até que a polícia começou a meter bala'', descreveu.

Com voz pausada e comovida, Pizango declarou: ''Quero dizer que estou com ordem de prisão. Quero dizer que meu direito está sendo violado. O governo violou a Constituição, portanto o governo deve responder por esse assassinato.''

O líder indígena afirmou ainda que seus companheiros foram mortos por disparos realizados pela polícia a partir de um helicóptero. O conflito se prolongou por toda a manhã, com os indígenas recuando para a cidade de Bagua, onde puseram fogo em sedes da Apra, o partido de García.

Oposição quer sessão extraordinária

A ministra do Interior, Mercedes Cabanillas, disse a jornalistas que há nove policiais mortos, enquanto fontes médicas da cidade de Chachapoyas elevaram para 25 as vítimas fatais entre os manifestantes, e ainda três jornalistas mortos.

Os protestos obrigaram a estatal Petroperu a suspender temporariamente o único oleoduto que transporta petróleo da selva norte até a costa do Pacífico. A argentina Pluspetrol parou após sua produção no norte do país devido à falta de capacidade de armazenamento.

No Parlamento, a oposição solicitou uma sessão extraordinária para debater a revogação do Decreto Legislativo 1090, que é o alvo do protesto camponês. Assinaram a solicitação deputados do Bloco Popular, União pelo Peru, Aliança Parlamentar e Unidade Nacional.

Para a ministra, ''nativos não são santos''

O presidente García disse mais cedo a jornalistas que responsabiliza ''qualquer evento lamentável'' na zona de conflitos aos dirigentes dos nativos, que ''instigam'' a violência apoiados por políticos opositores ao governo.

Mercedes Cabanillas culpou os indígenas pelo episódio. ''Estamos em um processo de manipulação política. Os nativos não são nenhuns santos, atiraram na polícia. O Estado de Emergência tem que ser ampliado para outras zonas e as Forças Armadas devem participar'', disse Mercedes, antecipando uma escalada da violência repressiva.
O vice-ministro da Justiça, Erasmo Reyna, também tentou desqualificar o movimento. ''Isto não são atos de protesto, mas de destruição, porque houve mortos, entre eles policiais e civis inocentes'', comentou.

Entidades peruanas de direitos humanos contestaram a versão oficial. Afirmam que os indígenas não têm armas de fogo e que Alan García mandou ''desocupar a estrada como der''.

Fonte: Diário Vermelho

 

Indígenas peruanos promovem um processo judicial internacioanl contra o Presidente Alan García por genocídio (Aporrea)

publicado por Rojo às 17:27
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