Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Esquerdas somam mais de 20% dos votos em Portugal

8 DE JUNHO DE 2009

O Bloco de Esquerda (BE) e a Coligação Democrática Unitária (CDU, impulsionada pelo PC Português) somaram mais que 20% dos votos em Portugal nas eleições para o Parlamento Europeu no domingo (7). O BE, que tinha eleito apenas um eurodeputado em 2004, elegeu três, enquanto a CDU manteve os dois de sua bancada.

Em contraste, o PS (Partido Socialista), no governo, perdeu cinco cadeiras no Parlamento Europeu, reduzindo sua bancada de 12 para sete. Com oito eurodeputados (um a mais que em 2004), o direitista CDS passou a ter a maior fatia da representação portuguesa, que se reduziu de 24 para 22 cadeiras.

O Bloco de Esquerda teve um resultado tremendamente positivo nas eleições de domingo. Ganhou três deputados, aumentando seu voto de 167 mil em 2004 para 382 mil e da taxa de votação de 4,92% para 10,73%. O BE ficou com a terceira maior votação atrás do PSD (31,68%) e PS  (26,58%).

Por sua vez, a CDU (Partido Comunista Português e Partido Ecológico Os Verdes) aumentou sua otação de 9,09% para 10,66% e os eleitores de quase 309 mil para acima de 379 mil, portanto um aumento de 70 mil eleitores. O PCP confirmou sua base nas regiões a sul do Rio Tejo e aumentou a taxa de votação e de eleitores em todos as regiões eleitorais.

Houve uma torcida entre os militantes das duas siglas de esquerda para ver qual seria a mais votada. O BE chegou à frente por pouco mais de 2 mil votos. Ilda Figueiredo, cabeça-de-lista do PCP, destacou "o maior resultado dos últimos quinze anos". E comentou que "ficamos satisfeitos se os eurodeputados do BE estiverem de acordo com as nossas propostas."

Mais uma vez, a abstenção foi altíssima: 62,95%. Os votos brancos e nulos representaram mais 6,53%.

Da redação, com agências

Fonte: Diário Vermelho

8 DE JUNHO DE 2009
Portugal: Esquerda ganha terreno

O Bloco de Esquerda e a Coligação Democrática Unitária juntos ganharam mais que 20 por cento do voto em Portugal nas eleições para o Parlamento Europeu no domingo. A abstenção, votos brancos e nulos registaram 69,48%.

Por Timothy Bancroft-Hinchey, para o Pravda.Ru

O Bloco de Esquerda teve um resultado tremendamente positivo nas eleições de domingo, ganhando 3 deputados, aumentando seu voto de 167.000 em 2004 para quase 382.000 e da taxa de votação de 4,92% para 10,73%, ficando agora a terceira força política atrás do PSD (31,68%) e PS, no governo (26,58%). A brilhante campanha de Miguel Portas, eurodeputado, que será agora acompanhado por Marisa Matias e Rui Tavares em Bruxelas, concentrando em assuntos sociais e justiça na gestão econômica, teve um resultado mais do que o esperado.

Por sua vez, a CDU (Coligação Democrática Unitária, entre o Partido Comunista Português e o Partido Ecológico Os Verdes) aumentou sua taxa de votação de 9,09% para 10,66% e os eleitores de quase 309.000 para acima de 379.000, portanto um aumento de 70.000 eleitores novos, confirmando sua base nas regiões a sul do Rio Tejo e aumentando a taxa de votação e de eleitores em todos as regiões eleitorais. Um excelente resultado dando credibilidade à liderança de Jerónimo de Sousa. Ilda Figueiredo e João Ferreira representam a CDU em Bruxelas.

Mais uma vez, a abstenção foi altíssima (62,95%) e os votos brancos e nulos representaram mais 6,53%.

As eleições soletram uma mensagem péssima para o Governo Socialista de José Sócrates, que dificilmente ganhará a maioria absoluta que peda à nação nas eleições legislativas ainda este ano, embora o resultado das eleições europeias nunca deve ser analisada como um sufrágio nacional.

Em primeiro lugar, o resultado desta eleição é fruto de quatro anos de incapacidade da parte do Partido Socialista em compreender os problemas dos portugueses, tendência demonstrada aliás por todas as formações no governo desde 1974 (Partido Socialista, PSD e CDP-PP). Juntos, estes três partidos falharam em defender os interesses do povo português, e colectivamente ao longo de três décadas e meio conseguiram cada vez piores indicadores sociais, de qualidade de vida e de poder de compra, relegando Portugal à cauda da Europa em todos os termos de desenvolvimento social e económico.

Esta vergonha tem seu reflexo na excelente votação à esquerda do PS…no entanto, cabe a estas formações a responsabilidade de conseguir passar a sua mensagem à população numa eleição legislativa, criando laços de esperança e fundamentalmente de confiança na sua capacidade. Quem tem bom produto e não o consegue vender…
 

Fonte: Diário Vermelho

publicado por Rojo às 10:35
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