Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Fraldas feitas na Venezuela

Num futuro não muito longínquo, a Venezuela terá capacidade para se auto-abastecer e para exportar fraldas de boa qualidade e a preços razoáveis.

Assim foi dito pelo presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez Frías, no seu programa Aló, Presidente, número 334, transmitido desde a Costa Oriental do Lago, estado de Zulia, onde foi inaugurada a primeira fábrica da Empresa Estatal Socialista de Fraldas.

“São precisas pelo menos 20 fábricas como estas, há que fazer a rede de fábricas de fraldas, e num futuro não muito distante seremos exportadores”, assegurou.

Chávez advertiu que devido aos planos do Governo Bolivariano de fazer da Venezuela uma potência mundial, o império arremete contra o Estado venezuelano.

“Eles querem continuar a monopolizar, açambarcando e explorando-nos. Por isso se atiram contra nós”, afirmou.

Um dos benefícios que para a população venezuelana da Empresa Estatal Socialista de Fraldas são produtos a um preço razoável.

“Outra das vantagens do processo socialista é que estamos a perceber os custos reais da produção. Agora já sabemos que vale 0,5 centavos de bolívar forte por fralda pronta para venda, e podemo-nos aperceber se os vendem a 4, isto é, quase multiplicado por 10, o capitalista está a ficar com 3,5 por fralda”, explicou.

Dessa maneira, reiterou que será oferecida à população um produto de qualidade a um preç justo, sem que a mediação do sistema capitalista aumente o valor do mesmo.

 

Retirado de ABN.

 

Podem ver um vídeo da visita de Chávez à fábrica de fraldas carregando aqui.

publicado por Alexandre Leite às 12:00
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7 comentários:
De Pedro MV a 23 de Junho de 2009 às 19:49
É preciso ter atenção ao que é realmente importante, numa altura em que morrem dezenas de pessoas numa revolução do povo do Irão, é importante é saber o que é que o Hugo Chavez tem a dizer a essas pessoas, que estão a arriscar a vida contra a oligarquia religiosa que oprime todo um povo.

Fraldas neste momento é acessório.
De Paulo Mouta a 23 de Junho de 2009 às 22:39
Hugo Chávez não é iraniano nem pode governar o seu país com os olhos postos nos conflitos do Irão. Não vejo o que possa ter uma coisa a ver com a outra.

Então e qual é a alternativa? Fabricar armas para fornecer aos supostos revolucionários iranianos? A Venezuela é um país que tem o seu papel na História e tem de o cumprir. A sua aliança com o povo iraniano não é colocada em causa porque Chávez tem um excelente relacionamento com Ahmadinejad. Para além de que a vitória de Moussavi em nada alteraria a natureza teocrática do regime. Essa é uma ilusão que nos estão a querer impingir e que muitos, infelizmente, estão a engolir com demasiada facilidade.

Isso não invalida a justiça dos legitimos anseios de uma parte significativa do povo iraniano, e especificamente dos sacrificados de sempre. Agora é bom que não misturemos coisas que nada têm que ver umas com as outras para desviar o progresso do actual processo (r)evolucionário na Venezuela
De Alexandre Leite a 24 de Junho de 2009 às 00:01
Qual "revolução do povo"? Estiveram mais professores nas manifestações em Lisboa do que iranianos nas manifestações de Teerão!
De Alexandre Leite a 24 de Junho de 2009 às 00:23
A diferença entre Ahmadinejad e Moussavi foi de 11 milhões de votos...
De Pedro MV a 24 de Junho de 2009 às 00:57
É a boa relação de Chávez com o regime iraniano qua acaba por nos deixar ficar mal, e é essa mesma relação que lhe daria legitimidade para pedir para refrear as milicias Basiji.

Torna-se dificil para nós condenar o genocidio na Palestina, e estar aqui a assobiar para o lado, eu tenho dificuldade em esplicar isto ao meu filho.


Tomara nós ter tanto professor, seria sinal que isto iria a algum lado :)

11.000.000 contados em 5 minutos :(
De mugabe a 24 de Junho de 2009 às 15:02
Chavez não tem que se meter em assuntos internos de outro país. Já se sabe que a CIA está por detrás dos acontecimentos no Irão. E os protestos da oposição têm legitimidade, mas também têm limites. Mousavi perdeu e quer a soldo da CIA transformar a derrota em baderna, tácticas já por demais conhecidas.
De Rojo a 24 de Junho de 2009 às 20:43
Caro Pedro MV, acredito que estejas de boa fé a chamar aos acontecimentos no Irão de "Revolução". Eu também gostaria de ver um regime islâmico repressor da esquerda e dos sindicatos substituído por um regime minimamente democrático e da esquerda progressista.

Mas para que tenhas uma opinião verdadeiramente esclarecida sobre esses eventos peço-te uns minutos de atenção para um texto do meu camarada Pedro Bala que transcrevo a seguir:

http://radiomoscovo.blogspot.com/2009/06/mousavi-o-homem-de-quem-todos-falam.html
Provavelmente, já estranhavam não haver nada publicado na Rádio Moscovo sobre o fenómeno político internacional do momento. O Irão ocupa manchetes, abre telejornais e boletins noticiosos de rádio. Mas não só. Gigantes da internet, como o Facebook, Youtube e o Twitter, fazem permanentemente campanha contra Ahmadinejad. Estados Unidos e Inglaterra recusam ter qualquer influência nos protestos que enchem as ruas de Teerão. E Mousavi, o candidato opositor que reclama fraude nas eleições, é o homem do momento. Vamos conhece-lo melhor.

Mir Hossein Mousavi Khameneh foi primeiro-ministro do Irão durante a guerra com o Iraque (1981-1989). No seu curriculum, destaca-se o feito de ter ordenado a matança de milhares de presos políticos. Foi durante o seu mandato que partidos e organizações políticas, sindicatos, organizações femininas, entre outras, foram perseguidos assim como os seus membros - milhares deles, jovens estudantes de institutos e universidades - detidos, torturados e executados. Trata-se da maior matança da história contemporânea do Irão. Entre as vitimas, 53 membros do Comité Executivo do Partido Comunista, o Tudeh, dos quais quatro haviam passado 25 anos da sua vida nas prisões do Xá. Poetas, escritores, professores universitários, profissionais de medicina, dezenas de militares (entre eles o comandante em chefe das Forças Marítimas do Irão, o General Afzali, acusado de pertencer ao Partido Comunista), os principais representantes das minorias religiosas no parlamento (todos de esquerda) foram executados depois de sofrerem a tortura física e psicológica (como ser forçados a disparar na cabeça dos próprios camaradas). As reivindicações das minorias étnicas, que compõem cerca de 60 por cento da população, por uma autonomia administrativa foram duramente reprimidas e centenas de curdos e de turcomanos foram enforcados nas praças públicas. A magnitude da repressão política, religiosa, étnica e de género do regime islamista obrigou ao exilio de quatro milhões de pessoas no maior êxodo da história do país. Estima-se que cerca de trinta mil pessoas foram assassinadas em poucos meses em 1988.

Nota: Ontem, recebi um e-mail de um dirigente da Associação venezuelana de Solidariedade com a Bolívia. Nele vinha esta pequena biografia de Mir Houssein Mousavi. Tentei descobrir a fonte mas arrisquei colocar aqui o texto pela pertinência e importância do conteúdo, tendo absoluta confiança nas informações divulgadas pela organização venezuelana. Hoje, descobri que esta biografia está integrada num artigo de Alejandro Teitelbaum, advogado especialista em Direito Internacional. Podem lê-lo na integra aqui.
http://www.voltairenet.org/article160713.html

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