Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

O Bloco de Esquerda condena o Golpe de Estado em Honduras

Depois da Organização de Estados Americanos ter ameaçado suspender as Honduras da organização caso o presidente Zelaya Rosales não regresse ao poder em 72 horas, a União Europeia mandou retirar os seus embaixadores do país. Por iniciativa do Bloco (Bloco de Esquerda, partido poruguês), o parlamento português discutirá esta sexta um voto de condenação do golpe.

 

Na proposta bloquista, a Assembleia da República "condena vivamente o golpe de estado nas Honduras e associa-se à exigência da Organização dos Estados Americanos (OEA) para o regresso imediato do presidente às funções para o qual foi democraticamente eleito". O voto de condenação do golpe sublinha igualmente a vontade do parlamento nacional no "apoio aos esforços de todas as organizações internacionais e da opinião pública democrática hondurenha para garantir a reposição da legalidade democrática nas Honduras".

O voto faz referência ao isolamento internacional dos golpistas nas Honduras, que nos últimos dias viu partir boa parte dos embaixadores ali acreditados. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, país que actualmente preside à União Europeia, confirmou a saída de todos os embaixadores da UE da capital Tegucigalpa e apelou ao "rápido regresso da ordem constitucional" ao país.

O presidente Zelaya Rosales, deposto pelos militares no passado domingo, suspendeu o anunciado regresso ao país nesta quinta-feira, para respeitar o prazo de 72 horas dado pela OEA aos golpistas hondurenhos para receberem e restituírem os poderes ao presidente do país.

Entretanto, o Congresso Nacional - composto maioritariamente por opositores do presidente e presidido por Roberto Micheletti, indigitado pelos golpistas como presidente do país - aprovou medidas que levam o país na prática ao estado de sítio, incluindo detenções sem acusação por tempo indeterminado, o fim dos direitos de livre circulação e inviolabilidade do domicílio, ou os de manifestação e reunião.

O isolamento dos golpistas das Honduras torna-se evidente não só no plano diplomático, com a ameaça inédita de suspensão de um membro da OEA por incumprimento da "Carta da Democracia" adoptada em 2001, mas também nbo plano económico, com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento a suspenderem os financiamentos ao país.

Também os Estados Unidos anunciaram a suspensão das actividades militares com as Forças Armadas de Honduras e a agência France Presse afirma que a administração Obama pondera o congelamento da ajuda às Honduras.

Por seu lado, os golpistas não mostram sinais de quererem abandonar o poder. "Se a comunidade internacional considera que cometemos algum erro, algum crime, que nos condene e pronto. Aqui é a autodeterminação do povo", disse Micheletti, após ter substituído o presidente eleito pelo povo através de um golpe que é contestado nas ruas.

 

Fonte: Esquerda.net

publicado por Rojo às 20:28
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