Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Homenagem a Alí Primera: Techos de Cartón (Telhados de Cartão)

Techos de Cartón - de Alí Primera

Qué triste, se oye la lluvia
en los techos de cartón
qué triste vive mi gente
en las casas de cartón

Viene bajando el obrero
casi arrastrando los pasos
por el peso del sufrir
¡mira que es mucho el sufrir!
¡mira que pesa el sufrir!

Arriba, deja la mujer preñada
abajo está la ciudad
y se pierde en su maraña
hoy es lo mismo que ayer
es su vida sin mañana

 

(recitado)
"Ahí cae la lluvia,
viene, viene el sufrimiento
pero si la lluvia pasa,
¿cuándo pasa el sufrimiento?
¿cuándo viene la esperanza?"

Niños color de mi tierra
con sus mismas cicatrices
millonarios de lombrices
Y, por eso:
qué tristes viven los niños
en las casas de cartón
qué alegres viven los perros
casa del explotador

Usted no lo va a creer
pero hay escuelas de perros
y les dan educación
pa' que no muerdan los diarios
pero el patrón,
hace años, muchos años
que está mordiendo al obrero

oh, oh, uhum, uhum

Qué triste se oye la lluvia
en las casas de cartón
qué lejos pasa la esperanza
en los techos de cartón

 

 

Alí Primera morreu fez 24 anos no passado dia 16 de Fevreiro, dedicamos-lhe então esta semana, à sua bela música. Alí é uma figura gigante na cultura venezuelana. E homenagear a sua obra musical é exactamente o mesmo que homenagear a sua luta. Alí esteve sempre ao lado dos explorados e oprimidos, mas pode-se se dizer que tinha um carinho especial pelos mais pobres.

 

O catauntor do Povo Venezuelano, Alí Primera, canta aqui uma canção triste sobre a miséria e sofrimento que o capitalismo causa aos pobres.

 

Favela da Venezuela

Na imagem, um Rancho de Caracas

 

Enquanto a ouvimos pensemos nas Favelas da Venezuela (que lá se chamam de 'Ranchos'), que hoje recuperam o seu orgulho e dignidade - com programas de saúde, educação, desporto, cultura, média comunitários, obras de saneamento e participação nas decisões locais através dos conselhos comunais, etc. Foi um longo caminho que percorreram os pobres da Venezuela até alcançarem a sua Revolução.

 

CovadaMoura

Na imagem, o Bairro da Cova da Moura, Amadora

 

Mas pensemos também nos pobres do nosso Portugal. Esses que os governos da Burguesia e seus aliados autárquicos procuram esconder e calar, empacotados nos chamados Bairros Sociais, os novos guetos criados pelo capitalismo onde falta um pouco de tudo e onde ao isolamento geográfico (por norma em lugares remotos) se soma o estigma social e racista de gente que, os políticos burgueses, querem tornar invisível. E ouvindo Alí é uma boa oportunidade para trazer-los à luz do dia.

 

Na imagem, zona do Monte da Lapa, Porto

 

O Capitalismo é o responsável não só pela existência de um número de pobres (cerca de 20% da população portuguesa) entre os mais elevados de toda a Europa (incluindo o Leste), mas também pelo agravamento das suas condições de vida. A construção de Bairros Sociais e os subsídios de miséria (como o rendimento mínimo) como no caso de outras políticas da Burguesia serviram apenas para isolar e marginalizar estas pessoas da sociedade. A ideia do capital é dar-lhes a esmola mínima indispensável para eles não se revoltarem. Mas ter uma vida digna e ser tratado com igualdade e humanidade é muito mais do que "sobreviver" nestes guetos. Estas pessoas mereciam muito mais, mereciam verdadeiras políticas de inclusão social (por exemplo investimento público em educação, saúde, emprego, transporte) e sobretudo serem ouvidas quando se procedem à construção de novos bairros.

publicado por Rojo às 00:12
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